Donkey Kong Bananza é um espetáculo

Tudo que o novo Nintendo Switch 2 precisava em seu lançamento era de jogos que pudessem fazer os jogadores terem sensações parecidas com as que tiveram ao jogar o incrível Super Mario Odyssey, e é exatamente isso que acontece em Donkey Kong Bananza.
Desde a Nintendo Direct, onde o jogo foi apresentado, os amantes do macaco ficaram extremamente animados e sedentos por mais informações acerca do novo jogo 3D que foi apresentado, mostrando as possibilidades acerca da destruição e da possível história que o jogo poderia trazer.
E agora o jogo chegou, e o DK, agora com visual renovado, mostra que o primeiro sucesso do Switch 2 (com exceção de Mario Kart World) tem nome, e é Donkey Kong Bananza.
A História de Bananza
Após o roubo de bananas que foi realizado por Void Kong e sua equipe, o mesmo segue em direção ao núcleo do planeta para conseguir a Raiz de Bânandio.
Com isso, DK parte atrás de Void para recuperar as bananas roubadas, mas, antes de tudo começar, uma pedra roxa cai do céu e acaba revelando ser a pequena Pauline, que tem o objetivo de voltar à superfície da Terra, e, com isso, a aventura que vai de camada em camada de fato começa.

As Camadas
Com DK e Pauline juntos, começa a verdadeira exploração, destruindo tudo que tem na frente para descer ao núcleo da Terra; coletar bananas em cada camada é um dos objetivos e, pra isso, a palavra que pode ser usada é “escavação” ou “destruição” mesmo.
Aqui é necessário quebrar tudo, escavar cada canto da camada para encontrar bananas; algumas não se têm praticamente nenhuma dificuldade pra encontrar, outras não têm jeito: vai ser necessário escavar, quebrar, pular, escalar até encontrar as bananas e fósseis, e, como em Super Mario Odyssey, coletar itens traz a possibilidade de trocar por roupas.
Além disso, as bananas não são itens que você só encontra quebrando tudo; cada camada tem uma quantidade de bananas que só é possível conseguir através de desafios, e, acredite, aqui o jogo brilha muito: os desafios, em sua maioria, são bem divertidos; alguns eu diria até nostálgicos.
Mas a quebradeira nas camadas não serve apenas para encontrar bananas e fósseis; em diversos momentos, ela é realmente necessária para conseguir seguir a história, seja por conta de certos puzzles ou porque há uma entrada mais escondida.
E o que dizer das camadas especificamente ?
Aqui está um dos pontos mais divertidos do jogo, cada camada é realmente como se fosse um “mundo”, aqui você vai encontrar camadas como floresta, gelo, deserto, praias e mais uma grande variedade, o que evita que o jogo se torne repetitivo e, acompanhado das variedades de cada camada, os inimigos também sofrem disso, já que você tem inimigos inspirados na camada em que está.

Trilha Sonora
A trilha sonora de Donkey Kong Bananza também é muito boa e não poderia ser diferente, já que a trama de Pauline também gira em torno de uma certa insegurança em cantar, e esse é o canto que vai ativar as transformações do DK, ou seja, a música está muito presente no jogo, e, além de Pauline, o jogo tem uma acertada lista em relação às músicas, principalmente durante batalhas, onde você vai ter mais uma pitada de nostalgia presente.
E, por falar em Pauline e a sua insegurança, talvez esse seja um dos pontos que mais trazem a sensação de progressão e curiosidade, conforme o jogo vai avançando, a evolução da personagem é muito clara, o que te deixa cada vez com mais vontade de seguir no jogo, não é nada absurdamente profundo, mas é extremamente divertido de acompanhar.
E vale destacar aqui também a dublagem do jogo, mais um ponto acertadíssimo, a voz de Pauline, Isabella Guarnieri, se sai muito bem e deixa o jogo ainda mais divertido.

Performance
Donkey Kong Bananza é composto por lindos cenários, o jogo é de fato bem detalhado, aqui a Nintendo também não poupou esforços e caprichou bem, e a performance é quase sempre muito boa.
O que não ocorre nas Boss Fights, por vários momentos é notável algumas quedas de performance durante essas batalhas, seja no modo portátil ou dock, mas nada que atrapalhe muito, as quedas costumam ser em momentos específicos, quando começa um acúmulo muito grande de informações na tela.
Mais um ponto negativo do jogo que vale citar são justamente essas Boss Fights, exceto uma ou outra com um bom nível, a sua grande maioria não oferece muito desafio, sendo até mesmo um pouco frustrante, mas, colocando esses dois pontos, acabam aqui os pontos negativos sobre Donkey Kong Bananza.

Conclusão
Donkey Kong Bananza abre as portas pro Switch 2 de um jeito muito bom, o time de Super Mario Odyssey fez um trabalho incrível aqui e conseguiu entregar um jogo que vai agradar de crianças a adultos, com excelentes cenários, dublagem, música…
Bananza coloca Donkey Kong novamente em evidência em um jogo obrigatório pra qualquer fã de games e principalmente os de Nintendo.